5 dicas para criar orçamento de obras

Neste artigo, exploramos e apresentamos as fases essenciais para compor um orçamento de obras bem-sucedido para qualquer projeto ou empreendimento.
Atualizado em 24/06/2019

Conheça as fases essenciais para compor um orçamento de obras bem-sucedido para o seu projeto ou empreendimento

O orçamento é um dos principais instrumentos para o início de uma obra. Sem essa informação exata ou, pelo menos, uma estimativa, o futuro do empreendimento pode estar comprometido.
Para a formulação de custo de obra adequado, é preciso dispor de um grande número de dados e informações, isso porque, não é possível fazer um cálculo confiável se parte dos insumos ainda não estiver com especificações definidas.

O desenvolvimento de um bom orçamento exige um amplo conhecimento de todos os aspectos que são relacionados à execução da obra, como, por exemplo, prazo de execução, qualidade dos materiais, processos adotados, planejamento e etapas da construção e logística da obra.

Conheça, agora, cinco dicas essenciais para a execução de um bom orçamento.

1. Análise das condicionantes

Nesta etapa, deve-se fazer um levantamento das informações que serão úteis para o levantamento dos custos. O tempo que essa análise vai demandar depende da complexidade de cada projeto. Nesse tópico, existem as condicionantes físicas, como o terreno e o clima, e as exigências e condicionantes legais, que incluem consulta das leis municipais, da secretaria de obras e outros órgãos competentes, além das condicionantes técnicas, que estão relacionadas à estrutura (pilares, vigas e alvenaria, por exemplo). Cada um desses fatores impacta no orçamento de obras e nas etapas seguintes.

Veja, no detalhes, algumas das principais condicionantes, que devem ser analisadas com cautela para que o orçamento esteja cada vez mais próximo da realidade:

  • Condicionantes Locais – Terreno e Clima
    O projeto de uma obra deve levar em conta a forma do terreno e também deve considerar o clima da região e o comportamento de seus principais elementos (sol, chuva, temperaturas e direções de ventos predominantes). Ou seja, é fundamental considerar as condições climáticas locais antes de estabelecer um orçamento.
  • Exigências e Condicionantes Legais
    Para construir é necessário apresentar um projeto legal para que os engenheiros e arquitetos da prefeitura local possam avaliar. Somente depois dessa aprovação será dada a licença para a construção. Mas, o que são essas exigências? Veja alguns exemplos:
    – taxa de ocupação ou área do terreno em percentual que pode ser construído;
    – recuo e/ou afastamento obrigatório com relação ao meio fio e à calçada;
    – número máximo de pavimentos permitidos e tamanho mínimo de cômodos e outras exigências usuais e correlatas.
  • Condicionantes Técnicas
    Geralmente, para se projetar ou adequar um projeto, é preciso ter informações sobre a topografia do terreno, isso porque, nem todos os locais são planos ou têm a capacidade de sustentar o alicerce que será construído. Um terreno em declive, por exemplo, necessita de procedimentos para modificar sua superfície.

2. Composição de custos

Os custos diretos são aqueles associados aos serviços de campo. Já as despesas indiretas são aquelas necessárias para que algumas atividades sejam realizadas, como, por exemplo, gasto com funcionários, serviços administrativos, materiais de escritório, taxas e seguros.
Identificar todos os serviços é fundamental e deve acontecer juntamente com o planejamento da obra. Com os serviços listados, é possível calcular os quantitativos. Esta é uma das fases mais trabalhosas da elaboração de um orçamento.
O quantitativo de materiais deve ser feito de acordo com as especificações técnicas, os projetos e o memorial descritivo. Em seguida, devem ser coletados os preços de mercado para os insumos orçados.

3. Definição de lucro

Lucro é a diferença entre o faturamento obtido com o serviço prestado e os custos de execução do trabalho. É importante calcular a margem de lucro para entender, com base em dados históricos, qual o percentual de lucro sobre o montante de custos da empresa.

4. Cálculo do BDI

O BDI é o percentual que deve ser aplicado sobre o custo direto encontrado no orçamento para se chegar ao preço final de venda. Segundo especialistas, não é recomendável adotar um BDI fixo para todas as obras, isso porque, certamente haverá peculiaridades difíceis de prever e que vão influenciar neste índice.
Dica: obras destinadas a órgãos públicos, o valor do BDI é limitado por regras do Tribunal de Contas da União. Nesses casos, recomenda-se enxugar ao máximo o custo indireto e transferir estes custos para a planilha de custos diretos.

5. Fechamento de planilha orçamentária

Apresentar ao cliente uma planilha única, contendo todas as informações sobre quantidades e unidades de cada serviço, bem como os custos unitários, o BDI e o custo total, é fundamental, além, de ajudar na organização de todo o trabalho.

Conclusão

Como se pode ver, para fazer orçamento de obras é necessário ter um bom conhecimento de custos de serviços e também de como estes serviços serão executados no dia a dia. Só assim você conseguirá desenvolver um orçamento que seja compatível com a realidade de uma obra.

Porque contratar um seguro de obra?

Conhecido também por seguro de riscos de engenharia ou seguro de construção civil, o seguro de obra garante o ressarcimento de possíveis prejuízos que o segurado venha a sofrer em obras civis. É válido para obras em fase de construção, ampliação ou reforma. O seguro também cobre os danos que possam ser causados a terceiros, por conta do trabalho de execução da obra. Para saber mais, leia o artigo sobre o que é o seguro de obras.

Ricardo Ferraro

Ricardo Ferraro

Corretor de Seguros há mais de 20 anos. Formado em Engenharia Civil. Casado e pai de um lindo casal. Adoro trilhas, corrida, acampamento – Vivendo o melhor da vida.

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